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Dia Mundial da Retina: um alerta para cuidados com a visão

Postado em 11/10/2018

29 de setembro marca conscientização sobre doenças degenerativas causadas na retina pela idade e também devido à genética e a retinopatia diabética

 

 

O dia 29 de setembro é lembrado como o Dia Mundial da Retina. Por isso, a Associação Retina Brasil (formada por pacientes vítimas de doenças ligadas à retina) aproveita a data para um alerta sobre doenças oculares cada vez mais comuns, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade, Retinopatia Diabética Retinose e também para outras enfermidades consideradas raras, casos da Retinose Pigmentar, Doença de Stargardt, Síndrome de Usher, Amaurose Congênita de Leber e da Síndrome de Bardt Biendt.

No Brasil estima-se que uma a cada 4 mil pessoas possua alguma das doenças consideradas raras relacionadas à retina (fina camada nervosa que reveste o fundo do olho em sua parte interna, sendo responsável pela recepção e formação das imagens enviadas ao cérebro). Só a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) acomete aproximadamente 3 milhões de brasileiros acima de 65 anos, que sofrem com a doença em estágios variados de evolução.

A Retina Brasil é filiada à Retina Internacional, organização não-governamental que tem como objetivos principais informar e conscientizar sobre as doenças degenerativas da retina e incentivar as pesquisas que buscam encontrar o tratamento para essas doenças.

A associação foi fundada em 2002 e é formada por cinco grupos regionais: Retina Rio, Retina SP, Retina Ceará, Retina Minas e Retina Campos (RJ). Tanto o paciente, o familiar ou até mesmo o médico pode procurar o grupo regional mais próximo para acompanhar e ver de perto qual a melhor maneira de participar e contribuir para o aumento da conscientização sobre as doenças da retina no País. 

Doenças da Retina mais comuns

DMRI: A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de perda visual a partir dos 50 anos. Mais de três milhões de brasileiros são afetados por essa doença. A DMRI resulta de uma degeneração na mácula (área central da retina responsável pela visão central) e A DMRI pode se apresentar de duas maneiras diferentes: a seca e a úmida (ou exsudativa).

Retinopatia Diabética:
Uma das frequentes complicações nos pacientes diabéticos, a doença resulta das alterações de vasos sanguíneos, que causam má circulação na retina. O resultado é a perda da nitidez da visão que pode progredir até a cegueira. Os sintomas variam conforme o estágio da doença, mas os mais frequentes são: visão borrada, percepção de pequenas “moscas” voando, flashes e perda repentina da visão. Uma das principais complicações da Retinopatia Diabética é o Edema Macular Diabético, principal causa de cegueira entre a população ativa.

A melhor forma de prevenção é realizar exames anuais com o oftalmologista nos dois tipos de diabetes (1 e 2). Quanto mais a doença for identificada em fase inicial, maiores as chances de ser tratada com sucesso.

Doenças raras da retina e seu caráter hereditário: Provenientes de herança genética, como a retinose pigmentar, a Doença de Stargardt, a Coroideremia e a Amaurose Congênita de Leber são bem menos numerosas que a Retinopatia Diabética ou a DMRI. Além de raras, essas doenças hereditárias são complexas e seu diagnóstico depende do conhecimento das mutações genéticas que acometem um paciente. Os sintomas que levam ao diagnóstico dessa doença são dificuldades na visão noturna, redução do campo visual lateral (na retinose pigmentar) ou central (na Doença de Stargardt), levando à dificuldade de andar pelas ruas ou ler (quando a visão central é atingida).

Fonte: Convergenciaonline.com

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